
O fim disto é sempre o princípio daquilo: o fim do dia traz o princípio da noite; o fim da noite é o princípio de outro dia. O fim deste ano inicia o próximo. E assim, dia após dia, noite após noite, ano após ano, vamos transferindo os nossos sonhos, desejos e ansiedades. E, enquanto este fenómeno for sucedendo, o animal que é gente dentro de nós continua a sentir-se privilegiado, porque acredita que a ele, contrariamente aos outros seres vivos, é-lhe dada a possibilidade de adiar a felicidade e, (quem sabe?) chegar a alcançá-la um dia, uma noite, um ano... por vir!







Deambular por entre os mastros, as cordas, arriscar uma descida pela escada íngreme a que a porta aberta convida.







(lua do Cabo, México)









