terça-feira, setembro 22, 2009

sexta-feira, junho 05, 2009

De volta para o meu aconchego

Nota: Para ver o PPS noutro web site clique no título acima.


Fotografia: Sandra Farinha

De Volta Pró Meu Aconchego
Elba Ramalho
Composição: Dominguinhos - Nando Cordel

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade.
Que bom, poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando.
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim.



segunda-feira, abril 06, 2009

Um hotel sobre o mar

Foto de António Rodrigues
Olhou, demoradamente, a magnífica paisagem que a janela do seu gabinete lhe oferecia. "Pela última vez. Sem pressas. Ela que espere." Disse para si próprio, enquanto uma pontada desconfortável lhe oprimia o peito, um nó na garganta o impedia de engolir a água que havia acabado de levar aos lábios e uma irreprimível neblina lhe começava a toldar a vista ocultando, assim, parte da beleza que tanto queria que a sua retina guardasse.

O telefone voltou a tocar. Era novamente a secretária de Laurinda: "Dr. Maurício, lamento a insistência mas a Presidente aguarda-o na sala de reuniões com o Dr. Fernando e dois advogados e parece-me que começa a ficar impaciente com a sua demora". "Obrigado, Paula. Estou a ir". Após ter desligado, tentou recompor-se do recente momento de fraqueza. Pigarreou, para aclarar a garganta, respirou bem fundo duas ou três vezes, passou um "kleenex" nos olhos para apagar qualquer vestígio de humidade, voltou as costas à janela e saíu, com passo firme e determinado, rumo à sala de reuniões.
Quando entrou, esperavam-no todos sentados do mesmo lado, de costas para uma outra janela panorâmica, com a mesma vista de sonho. Sentou-se do lado de cá, de frente para os oponentes e, consequentemente, para a deslumbrante vista que o acompanhava há três anos, desde que fora trabalhar para aquele hotel como director de marketing.
Laurinda começou: "Ora bem, agora que já estamos todos, não vamos perder mais tempo. Como sabe perfeitamente, os tempos são de crise e todas as medidas têm que ser tomadas o mais rapidamente possível". Deixou de a ouvir, "mas o que faz aqui o Fernando? Ainda ontem à noite bebemos um copo no bar e não me disse absolutamente nada. Olha o sacana! Poderia, ao menos, ter-me preparado minimanente, evitando assim que esta situação se me apresentasse tão constrangedora. Sempre pensei que era meu amigo. Grande amigo me saíu. Os directores de recursos humanos são todos iguais, quando chega a hora da verdade estão sempre do lado do patrão, a tentar proteger o seu lugar, pois é claro... e os amigos (amigos, o que é isso?) que se lixem!"
Voltou a ouvir a voz estridente de Laurinda "há que reduzir os custos" e voltou, imediatamente para os seus pensamentos "é evidente, agora já não precisam de mim. Fiz o trabalho de reconstrução todo. Consegui tirar este hotel da sarjeta e transformá-lo num dos locais mais procurados para sessões de trabalho das empresas e fins de semana de lazer durante todo o ano. No Verão, então, não cabe aqui um alfinete..." Laurinda continuava "por essa razão, os estagiários e recém-licenciados que demonstraram estar à altura" enquanto Maurício pensava para dentro "e agora, que os "meninos" já aprenderam comigo como dar continuidade ao trabalho e só têm que manter o barco em velocidade de cruzeiro, levo um xuto no cú e boa viagem".
O timbre de Laurinda, habitualmente inócuo para os seus ouvidos, agora quase lhe perfurava os tímpanos "os nossos advogados elaboraram o contrato que tem na sua frente e que lhe peço leia atentamente, antes de assinar". "O quê, indignou-se Maurício sem proferir palavra, mas isto é "atar e pôr ao fumeiro"? Estes gajos são mesmo demais. Num dia não sei de nada, no dia seguinte estou a assinar a minha sentença de morte. Só falta mesmo pegarem-me na mão e ajudarem-me a fazer uma cruz como assinatura!". De seguida lembrou-se dos filhos: depois do duro golpe da morte da mãe, a Mariana recuperara o equilíbrio emocional e estava a acabar o secundário, com planos para arquitectura e o João, já igualmente conformado com a perda, encontrava-se a meio do curso de Engenharia de Comunicações. Como é que ía conseguir chegar a casa e dizer-lhes: "meninos, vamos ter que rever as nossas prioridades. O subsídio de desemprego, que vou passar a receber, é muito mais do que insuficiente para o nível de encargos que criámos com base na realidade de ontem e para os projectos que tínhamos em vista para amanhã".
Foi então que a frase que saíu da boca de Laurinda colidiu com a sua linha de raciocínio. Como é que "a percentagem sobre a facturação pode parecer irrisória mas, quando aplicada sobre os lucros excelentes que temos conseguido desde que o contratámos..." jogava com um acordo de rescisão? Esforçou-se por deixar de ouvir a sua voz interior e passar a escutar Laurinda que, neste momento, dizia "além do mais, apesar de 20% do capital social não ser uma quota extraordinária, parece-me justa e adequada ao seu óptimo desempenho, funcionando assim como prémio e incentivo, já que o Maurício passa a ser, simultaneamente, meu sócio, e dos meus irmãos, na propriedade do hotel, ocupando o cargo de vice-presidente. A verdade é que eles não ligam nenhuma a isto e concordaram imediatamente em prescindir de parte das suas quotas para alijar responsabilidades. Sabe o que lhe digo? Parece muito mais que o sangue dos Ataíde corre nas suas veias do que nas deles".
Por esta altura, Maurício transpirava, tinha dificuldade em respirar e quase deixava que os seus olhos se marejassem de lágrimas, exactamente por motivos opostos aos que o tinham feito sentir sintomas idênticos há cerca de meia-hora atrás. Começava a pesar-lhe alguma má consciência por ter sido, embora que por breves momentos, injusto para com a Presidente que sempre lhe merecera a maior estima e o respeitara e, até, para o seu único verdadeiro amigo, com inúmeras provas dadas, desde o primeiro momento em que o integrara nos quadros do hotel, o director de recursos humanos.
"Perante o seu silêncio presumo que está de acordo, Maurício" prosseguia Laurinda Ataíde que, aqui, fez uma pequena pausa no discurso e sorriu. A voz dela, estranhamente, agora parecia-lhe suave e doce "assim sendo, vamos passar à assinatura dos contratos e os nossos advogados poderão, em sequência, marcar a escritura de doação de quotas. Quanto ao complemento de remuneração, o Dr. Fernando Meneses procederá, já este mês, ao processamento da comissão acordada sobre a facturação do mês transacto."
Maurício permanecia num mutismo inexplicável. Incapaz de balbuciar fosse o que fosse, levantou-se e dirigiu-se ao outro lado da mesa, com intenção de agradecer à Presidente, apertando-lhe a a mão. Laurinda, porém, antecipou-se-lhe. Recuou um pouco para junto da janela e, após uma olhadela rápida ao sol que estava prestes a esconder-se onde o mar parecia acabar, deixou-se ficar de perfil e, de braços abertos, disse, comovida "Parabéns, Maurício. Ora venham de lá esses ossos".
Nota da Autora: Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança entre o local fotografado, personagens, ou conteúdo do conto com a realidade é pura coincidência.

segunda-feira, março 30, 2009

Rosa-sem-espinhos (tema recorrente e cada vez mais actual)



Vejam só como, nesta Primavera, a minha velha amiga roseira-sem-espinhos, se deixou crescer, e transbordar, e extrapolar para além do muro - local seu desconhecido até agora.

É um gosto senti-la reflorescer, tomar como nova uma vida que, durante tantos anos, já sendo sua, nunca dela se tinha apropriado. Um verdadeiro deleite para os sentidos e um prazer indescritível para esta alma que habita num limbo - algures entre o Paraíso e o Inferno.



quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Sombra do Tempo



"A luz projectada na minha passagem deu-me a sombra, que me seguiu e guiou até hoje. A luz que continuo incessantemente à procura, essa, só a sinto através da sombra do tempo."

Pintura e legenda de Júlia Calçada


"É tarde", pensou. "Já não há tempo para que aconteça nesta vida. Talvez noutra... se a houver!"

Como num filme, em flashbacks, a sua mente foi atravessada por sombras do passado.

Depois, alheia ao ambiente movimentado do aeroporto onde aguardava pela entrada na máquina voadora que a levaria até aos antípodas, viu as sombras do presente. Deste momento que se lhe apresentava como a única saída, rumo a um futuro incerto e, seguramente, não planeado.

Tentou projectar o pensamento no futuro... e viu sombras desconhecidas, assustadoras... receio do porvir?

Afastou os cabelos da testa, num jeito peculiar, em períodos de tensão. Olhou o homem sentado a seu lado, o seu companheiro, aquele com quem já tinha partilhado sombras do passado, estava a repartir as sombras do presente e com quem iria dividir as sombras do futuro.

"Nada a fazer", pensou para si, novamente. "O meu destino para esta vida está traçado. Tenho assim tanto de que me queixar? Julgo que não... de qualquer forma, nunca conseguiria habitar vidas paralelas, em simultâneo. Resta-me, unicamente, a esperança de que, numa outra vida, com outra pessoa que, romanticamente, continuo a crer possa ser a minha alma gémea, possa concretizar um amor apenas imaginado, nunca materializado".

"Estão a chamar para o nosso vôo", disse o homem a seu lado, pousando a mão sobre a sua, com carinho, supondo que ela estava a dormitar, ou apenas em meditação profunda, facto que tantas vezes sucedia e que ele tentava respeitar, evitando qualquer pertubação brusca.

"Vamos, querido". Respondeu, com um sorriso, apertando a mão, que agora havia agarrado entre ambas as suas. Levantaram-se e ela enfiou o seu braço esquerdo no dele.

Ao caminhar em direcção ao balcão de entrada para o avião, olhou para trás. Vislumbrou umas sombras do passado, de um passado que poderia ter sido, mas nunca existiu a não ser na sua mente. Resolveu atirá-las para um futuro longínquo, improvável, todo ele construído sobre uma fantasia com que se deixava entreter nos momentos de insatisfação, de desânimo... ou talvez apenas quando se entregava a pensamentos de busca da felicidade, o tal mito de que ouvira falar, mas que acreditava nunca ter conhecido.

"Estás com medo?" perguntou ele. "Não tenhas, minha querida, vai correr tudo bem. Vamos, finalmente, ser felizes".

Não conseguiu responder. Limitou-se a acenar com a cabeça que não, que não estava com medo... enquanto, com a mão que tinha livre, limpava, rapidamente, uma teimosa lágrima que tinha insistido em escapar.

domingo, fevereiro 01, 2009

Caravan of love (a capella)



Esta foi uma música que aprendi a amar com alguém que muito amei.

Não me envergonho de aqui reproduzir o vídeo nem da memória que o mesmo me traz. Somos o que somos mas também o que fomos.

Não me arrependo de ter sido quem fui... tal como convivo com quem sou hoje. Se só se vive uma vez, por que não aproveitar ao máximo todos os pedacinhos?

sábado, janeiro 31, 2009

Utopia


Fotografia de António Calçada - "Mar de Inverno na Areia Branca"

Nasci das ondas do mar
as conchas foram meu berço
que o mar sereno embalou;
as algas de verde me vestiram
e o azul do mar trouxe os laços
com que me enfeitou.
Na espuma branca e leve
espalhada na praia me sentei
e o mar inquieto a chamar por mim
estendeu-me os braços,
pr'a longe, muito longe me levou.
Por sobre as ondas andei
nas águas do Oceano,
ouvindo do mar o canto
de tudo alheia, esquecida
de que algures n'outros lugares
também havia vida
debaixo do mesmo céu.
Agora, nada parecia ter fim,
o sol era só meu,
as estrelas luziam só p'ra mim
.... a luz do meu engano.
Subi na crista das ondas,
nelas a sede matei,
mas foram elas que um dia
só, na praia me deixaram
com a fria nudez do desencanto.
E os meus sonhos de menina,
a morrer de nostalgia,
chorando,
ali na areia ficaram.

Maria Teodora (Novembro de 2008)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Reencontro na Serra Nevada - PPS de Eliane Marques


Não resisto a transpor para aqui, pelo valor por ela acrescentado ao meu conto mais recente, o endereço onde poderá ser encontrado e apreciado este lindíssimo trabalho da minha querida amiga Eliane.
http://suallinda.multiply.com/journal/item/876/Reencontro_na_Serra_Nevada_Maria_Carvalhosa_-_PPS_em_attachment

Comovida e grata à minha irmã de espírito (como, por acreditarmos nesta verdade, nos habituámos a tratar-nos) agradeço antecipadamente a vossa visita ao seu espaço, belo e rico de cultura, criatividade, arte e emoção pura, no link que passo a indicar:
http://suallinda.multiply.com/

terça-feira, janeiro 06, 2009

Reencontro na Serra Nevada



Quando chegaste, trazias a roupa molhada e alguns flocos de neve ainda por derreter, no cabelo.

Nada perguntei.

Puxei um banquinho para o pé da lareira e disse "senta-te." Depois, fui buscar uma toalha e acabei de te secar o cabelo negro e luzidio. Apeteceu-me roçar nele o meu rosto, beijá-lo, descer um pouco a minha boca e beijar também os teus olhos fechados.

De seguida, se as tuas pálpebras continuassem cerradas, os meus lábios desceriam até aos teus, e neles selariam um gesto de amor, num beijo doce e interminável.

Mas olhaste-me, de frente, no espelho sobre a lareira, e fiquei sem jeito. Perguntei-te se a neve estava boa para esquiar, se a prova te tinha corrido bem, se tinhas ganho algum prémio.

Sorriste e disseste: "não... faltavas lá tu." Puxaste-me para ti e disseste "ainda não acreditas que és o grande amor da minha vida!?"

Eu consegui libertar-me, a contragosto, com movimentos suaves, acreditando, no entanto, nas tuas palavras porque, da mesma forma, tu eras o homem que eu mais tinha amado, por quem tinha sentido emoções mais fortes e profundas de entre os que conheci - a pessoa que em mim tinha despertado sensações mais arrebatadoras e inolvidáveis e por quem mais sofri quando decidimos que tudo tinha terminado.

E agora? O que fazer? Voltar atrás era impensável! Como dizia Heraclito "Ninguém se banha duas vezes nas mesmas águas de um rio".

Sorriste-me longamente e olhaste-me nos olhos. Por fim, beijaste-me na testa e murmuraste "Até sempre".


Saíste a porta e seguiste pelo carreiro recentemente limpo da neve. Fiquei a observar-te até mais não ser visível de ti senão um pontinho minúsculo no horizonte. Lágrimas frias rolavam-me pelas faces quentes. Não sei se assim era, mas gostei de pensar que, no vulto de gente que eras, lá ao longe, rolavam lágrimas quentes pelas tuas faces geladas.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Um excelente 2009!

Meus amigos,
Que o Novo Ano vos traga a concretização de todos os sonhos e desejos!
Votos de que 2009 seja um ano repleto de saúde, harmonia e muito amor (alguma prosperidade também, se possível!...) ;)


segunda-feira, dezembro 29, 2008

Camélia de Natal

Toda a gente conhece a "Flor de Natal", que se vende nos hipermercados e centros comerciais nesta época festiva. Na realidade, não se trata de uma flor, mas sim de uma planta sem flores, apenas com folhas, verdes, como é normal ao longo de todo o ano, à excepção do meio do Outono em que, gradualmente, a sua cor vai mudando de verde para vermelho-vivo, chegando, nalguns casos, a ficar com todas as folhas vermelhas até final de Dezembro.

No nosso Natal deste ano, lá na Ponte do Arco, não tivemos nenhuma destas "Flores" mas a natureza, que não gosta de deixar os seus créditos por mãos alheias, fez-nos uma bela surpresa:

No passado dia 25 , apesar da forte camada de geada que caíra durante a noite, lá estava, bem aberta e sorridente para o sol que a iluminava, uma inesperada camélia. Linda, fresca, feliz quanto uma flor pode ser... uma mensagem de esperança, feita beleza, a alegrar os corações que julgavam já ter recebido todos os presentes.


Fotografia de António Rodrigues

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Feliz Natal e Bom Ano Novo



A todos os amigos que por aqui passarem, deixo os meus votos de um Feliz Natal e de um Novo Ano pleno de Saúde, Alegria e Paz.
(Não é original, mas é sentido!)

domingo, novembro 23, 2008

À Luz da Leitura


Taça de Luz V - foto de Paulo de Carvalho
No endereço
http://psdecarvalho.multiply.com/calendar/item/10009/10009,
pode encontrar-se o texto que passo a transcrever:

Quote
Dia 13 de dezembro de 2008
Local: Centro Cultural do Serpro - Lapa - RJ

Em Almoço de Confraternização promovido pela Associação dos Ex-alunos do Instituto Benjamin Constant, será feita a entrega dos 50 cd´s do Projeto À Luz da leitura como presente de final de ano aos Deficientes Visuais. Os cd's terão o formato de página da WEB, contendo na Home Page um texto alusivo ao Projeto, texto da Instituição, Relação dos Poetas/escritores participantes em forma de link (todo o conteúdo estará no próprio cd).

Ao clicar no nome de cada um dos Poetas/participantes, os usuários navegarão até a página do respectivo autor onde terão acesso aos Dados do Autor (com link para as respectivas páginas e/ou blog na internet), poemas falados e na forma de texto.

Poetas/escritores participantes:
1- Abigail
2- Alberto Pereira
3- Eliana Mora
4- Fabio Rocha
5- Graça Pires
6- Maria Carvalhosa
7- Mariana Botelho
8- Mercedes Lorenzo
9- Paulo de Carvalho
10- Pavitra

obs 1: O Projeto À Luz da leitura é SEM FINS LUCRATIVOS e NÃO INSTITUCIONAL.
obs 2: O formato do projeto em cd foi desenvolvido por Paulo de Carvalho.

Obrigado a todos.
Atenciosamente,
Paulo de Carvalho
Unquote


Gostaria de aqui salientar que este projecto só foi possível graças à imensa generosidade, espírito de entrega e de solidariedade, bem como de exemplo de humanidade, por parte de quem o concebeu e liderou: o meu amigo Paulo de Carvalho, por quem tenho a maior das admirações.

Agradeço, igualmente, a todos os outos escritores/poetas que tenho a honra de ter como co-participantes nesta iniciativa, muito especialmente aos queridos amigos Graça Pires e Alberto Pereira que, mediante a minha sugestão, imediatamente aceitaram o convite do Paulo e disponibilizaram toda a sua obra poética para esta causa.

É com muita alegria que divulgo a materialização de tão nobre projecto e com genuíno orgulho que me
encontro nele inserida.

Obrigada, Paulo.

domingo, novembro 16, 2008

Lançamento do livro de poesia "O Áspero Hálito do Amanhã", de Alberto Pereira


"A 6 de Dezembro às 18.30, será apresentado em Lisboa, no auditório sito ao Campo Grande Nº 56, a obra poética "O Áspero Hálito do Amanhã" de Alberto Pereira, com prefácio de Xavier Zarco. O autor nasceu em 1970 na cidade de Lisboa; licenciado em enfermagem, participou em diversas antologias, tendo obtido, em 2008, o 1.º Prémio de Poesia "Ora, vejamos". Obra e autor serão apresentados pelo emérito poeta Firmino Mendes. De destacar, seguramente um bom augúrio para a carreira poética de Alberto Pereira, o facto de quer o prefaciador, quer o apresentador, terem sido distinguidos com o prémio Vítor Matos e Sá, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra."

O que acima se pode ler é uma citação "pura e dura" do que a editora publicou no seu site, na rubrica "Próximos Lançamentos": http://ediumeditores.wordpress.com/proximos-lancamentos/

O que vos posso dizer é que conheci o Alberto Pereira em Leiria, quando lhe foi atribuído o 1º Prémio no Concurso "Poesia sem Fronteiras 2008" do "Ora Vejamos...", que é um homem adorável, simples, simpático, afectivo e que, embora ele não o soubesse até há pouco tempo... nasceu, entre outras actividades, para escrever. Escrever prosa, escrever poesia, escrever sentimentos. É tímido e, como qualquer um que dá os primeiros passos nestas aventuras, precisa do nosso apoio.

Fica aqui o convite, meus amigos: vamos lá fazer-lhe a surpresa de assistir ao lançamento do livro? Vamos envergonhá-lo com aplausos até mais não poder? Bora!...

P.S. A editora não o refere mas, por favor, tomem nota que é no dia 6 de Dezembro do ano de 2008!!! (;)

O meu País



O meu Pais - música de "Luar na Lubre"
Há muito que não me deixava comover assim por uma música. Dos meus olhos, habitualmente secos, de tão habituados a chorar para dentro, brotaram lágrimas, ao sentir este delicioso acasalamento entre a sonoridade instrumental celta e a voz dolorida, o tom, os requebros do fado tipicamente português. O meu País não acaba no rio Minho, ao Norte de Portugal; estende-se para lá dele até ao Mar Cantábrico e só encontra a fronteira quando, em Ribadeo, chega ao fim das Ryas Altas, quando Viveiro, Porto Barqueiro e a Estaca de Bares já ficaram para trás.
O amor pela beleza dos lugares ... esse continua pelas terras das Astúrias... e mais à frente... sempre... até onde o sentimento pelas maravilhas deste planeta (ainda que, repentinamente, a minha direcção se inverta para oeste em vez de leste) me fazem sentir que Pátria é ligação afectiva, é o deslumbramento que ainda me causa este corpo celeste que, temporariamente, habito.