terça-feira, setembro 18, 2007

As escadas do amor.... com árvore

Foto de António Rodrigues

Passo e olho. Sorrio. Vou com pressa mas detenho-me. Não consigo evitar. Neste momento, ninguém desce ou sobe as escadas. E, no entanto, elas estão lá para isso.
Mais: uma escadaria assim, com árvore ao meio, só pode ter sido concebida a pensar nos pares enamorados...
Lisboa tem destes encantos!
Para que não restem dúvidas, pode ler-se num graffiti ao acaso, em letras mal desenhadas, a palavra AMOR.
Já valeu a pena ter passado por aqui!

(O AMOR NO VERÃO DA VIDA)
A descoberta da escadaria.
Os degraus
descidos dois a dois.
Não andamos, flutuamos.
Enlaçada pela cintura,
sinto que voo, levito.
Junto à arvore paramos.
Beijamo-nos longamente,
como dois adolescentes.
Rimos e sentamo-nos,
abraçados,
no murete do lado direito,
olhando a árvore
e rindo como perdidos,
do insólito, do inesperado,
da majestática árvore
ali plantada,
indubitavelmente colocada
para que dois tontos apaixonados
se beijassem e sentassem a contemplá-la.
Descemos
o último lance de degraus
dois a dois.
Não andamos, flutuamos.
Enlaçada pela cintura
sinto que voo, levito.
Olhamos a escadaria
agora de baixo para cima.
Inevitável não ver
que alguém escreveu,
na base do murete,
(do lado esquerdo, direito quando descíamos)
a palavra AMOR.
Beijamo-nos longamente,
como dois adolescentes.
Olhamos, por um momento,
o graffiti rabiscado.
Rimo-nos e abraçamo-nos.
Seguimos em frente.
Já não somos adolescentes
mas temos um grande amor
por viver.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Mar


Mar, assustas-me.

Há muitos anos
não tinha medo de ti.

O sussurro das águas.
O vaivém das ondas.
A imensidão
dos teus domínios;
Fascinavas-me...

Entrava nas tuas águas,
sentia a união do meu corpo e do teu ser,
num desafio à luta,
à volúpia
dos teus remoínhos,
dos teus abraços,
ora violentos, ora suaves.

Hoje assustas-me...
Tu és incansável e o meu corpo
já não acompanha os teus desafios.

Mar, não perdeste encanto
nem fascínio.


Na mera contemplação do teu mundo,
continuam a encontrar-se as nossas almas,
numa calma e doce

harmonia e comunhão.

(Texto de Noémia Carvalhosa, Baleal, Julho de 1996)
fotos de Maria Carvalhosa, Agosto de 2007

sexta-feira, setembro 07, 2007

Um Mar de Contos - aquisição do livro

Meus amigos,
Se alguém estiver interessado em adquirir o livro de contos de que vos falei no post de 28 de Agosto, resultante da compilação dos contos distinguidos pelo júri no concurso "Ora, vejamos..." poderá, a partir de agora, fazê-lo através do acesso ao endereço que passo a indicar:
N.B. Trata-se, como é óbvio, de uma mera informação... ;)
Um excelente fim-de-semana para todos.

segunda-feira, setembro 03, 2007

O espectáculo continua


A inauguração da magnífica exposição da Júlia Calçada aconteceu no dia 1 de Setembro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal de Alenquer. A festa esteve à altura do mérito da pintora. Não faltou música, interpretada ao vivo por artistas de outra arte (familiares da autora), os amigos acorreram em massa e muitos outros apreciadores por lá passaram para a cumprimentar e, nalguns casos, deixar as felicitações escritas no livro ou, mesmo, comprar. A exposição vai continuar até dia 29 de Setembro, das 10 H às 19 H, excepto à segunda feira que é das 14 H às 20 H. Todos os trabalhos expostos têm por inspiração a bailarina-menina-mulher-artista que um dia surgiu na mente da pintora e a quem ela tem vindo a dar pose(s), estilo(s), vida(s). Esta mostra sublime intitula-se : "O espectáculo vai começar".

Como acredito que o espectáculo só agora começou, adquiri, para poder admirar em casa sempre que me apetecer, a tela designada "O espectáculo continua", acima retratado. Teria trazido muitos mais, se pudesse... (ai, ai!...)

Alguns amigos já tinham descoberto o fascinante trabalho da Júlia através do seu blogue JC. Para esses, que o conhecem e admiram, e para os outros, que nunca sequer visitaram o espaço, recomendo vivamente uma visita à Biblioteca Municipal de Alenquer. Apesar de as fotografias no blogue serem excelentes, os trabalhos ao natural ultrapassam, em muito, a beleza que constatamos ao contemplar as fotos. Além do mais, há surpresas... pinturas novas, lindíssimas, ainda não publicadas no blogue.